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A doença de gengiva e o seu relacionamento com as doenças cardiovasculares 

A preocupação com a saúde geral transcende os limites da medicina. Sabe-se hoje que existe uma interação entre as doenças dentárias e periodontais de origem infecciosa no estabelecimento e/ou desenvolvimento dos problemas do aparelho circulatório, dentre elas a cardiovascular.

A boca abriga quase metade dos microrganismos que são encontrados nas superfícies dos tecidos moles, na saliva, na superfície dentária e/ou de próteses e implantes. Durante a vida do indivíduo, a presença dessa microbiota oferece um contínuo desafio ao desenvolvimento de infecções oportunistas na cavidade bucal, como a cárie dentária e a doença de gengiva (periodontal).

O desenvolvimento da doença de gengiva envolve destruição dos tecidos que suportam o dente na boca. Esta destruição é induzida por bactérias presentes no ambiente que está em contato com à gengiva (subgengivais).

Diversos microrganismos subgengivais produzem substâncias que destrõem componentes ósseos, ou seja, da estrutura que suporta o dente.

A presença de cárie, lesões no canal endodôntico, abscessos, periodontites, dentre outras lesões, pode permitir a penetração de microrganismos na circulação sanguinea. Quanto maior a inflamação bucal, maior a permeabilidade desses “invasores”.

De acordo com a Periodontista Nídia Laudano, este processo inflamatório pode representar risco no estabelecimento de doenças cardiovasculares. Obviamente, a preocupação com o controle dos problemas periodontais e bucais é necessária na prevenção de doenças valvulares cardíacas, endocardites e arterioscleroses.

Informe-se mais lendo o artigo “Doença Periodontal como Potencial Fator de Risco para Síndromes Coronarianas Agudas”.

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